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Wednesday, February 17, 2016

Uma década de estudos: MBA Executivo Internacional completou 10 anos de viagens de estudos à China

Uma década de estudos

MBA Executivo Internacional completou 10 anos de viagens de estudos à China

1ª Viagem à China em 2005
“A expressão que costumo usar quando penso em China é ‘gigantismo’. Eu me lembro de parar em cima de um viaduto olhando para o número de faixas que tinha uma avenida e era mais larga do que muita estrada que conheço. Então você nota uma grandiosidade, tudo lá tem números, tamanhos, dimensões e escalas”. É assim que Oscar Boronat Vallverdu, aluno da primeira turma que foi a China com o Profuturo FIA, em 2005, intitulada, pelo pioneirismo, de turma “Marco Polo”, descreveu sua experiência. Hoje atuando como coach executivo para CEOs e professor do MBA Executivo Internacional, Prof. Boronat continua um atento observador das oportunidades de negócios na China.
               
                                          
Visita a BYD (Viagem à China 2015)
Aula da Professora Luodan Xu
nossa parceira desde a 1ª Viagem
(Viagem China 2014)
A China se tornou referência para executivos que querem ampliar seu conhecimento e ver as transformações e desafios enfrentados na trajetória de crescimento do país. Desde 2005, o MBA Executivo Internacional do Profuturo FIA organiza viagens à China com 45 a 60 executivos para vivenciar a cultura, com visitas às empresas e também nas universidades de cidades como Shanghai, Suzhou, Shenzhen, Foshan, Donguang e Beijing. Além disso, conhecem também a experiência das empresas brasileiras que lá atuam. “A viagem dos executivos para a China tem como objetivo fazer reflexão sobre como desenvolver estratégias, como pensar sempre em tudo, o que queremos ser como País, o que queremos realizar nas empresas, e, como indivíduos, precisamos também pensar bem em nossas carreiras, nossos grandes objetivos e o que queremos realizar no contexto da sociedade”, afirma James Wright, Coordenador do Profuturo FIA e Diretor da Faculdade FIA de Administração e Negócios. O MBA Executivo Internacional, que desde 2004 figura nos rankings do Financial Times, comemorou ano passado os 10 anos de viagens de estudos de executivos seniores à China.


Evento dos 10 anos da China - Professor Robeto Dumas Damas
Em um encontro com alunos e ex-alunos do MBA Executivo Internacional, o professor James Wright e o professor Roberto Dumas Damas, que tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro é Mestre em Economia Chinesa pela Fudan University (China), compartilharam a longa vivência nesses 10 anos de viagens e fizeram uma reflexão conjunta sobre as relações da China no aspecto cultural, social e econômico. “De uns tempos pra cá, houve uma mudança de postura na China. Ela mostrou que é uma potência, que sabe desenhar, organizar, executar e que são gente grande. E, a partir daí, a China é cada vez mais assertiva no cenário mundial em termos de política, postura e preposições”, afirma Roberto Dumas Damas, que residiu no País durante quatro anos.


Evento dos 10 anos da China  Apresentação do aluno André Arantes 
Os alunos tem a missão de desenvolver um trabalho sobre as relações da China e o modelo de crescimento e impacto no Brasil e no mundo. Durante o encontro, o aluno da turma 45 ainda em andamento, André G. Arantes, apresentou o trabalho intitulado “A cooperação Estado – Empresa, Lições para o Brasil”. “Trazemos só bons exemplos dessa experiência. Visitamos lugares e empresas que nos inspiraram, como, por exemplo, a inovação e a produtividade da China e como queremos trazer essas ideias para o Brasil”, conta André G. Arantes.

                                               
O MBA Executivo Internacional, que há uma década é o único de uma escola brasileira entre os melhores do mundo, faz parte do Profuturo, Programa de Estudos do Futuro, da FIA. O programa foi criado em 1980 e tem por missão auxiliar empresas e instituições públicas e privadas a aprimorarem seus processos de planejamento, para que possam prever e lidar com as transformações do seu ambiente de negócios, aproveitando as oportunidades para construir um futuro desejado. Além do MBA Executo Internacional, apoia projetos de estudos prospectivos e desenvolvimento de tecnologia de indústrias e outras organizações, e coordena os MBAs Internacionais da FIA, Americas MBA (em inglês), International MBA (em inglês) e o Mestrado Profissional em Gestão de Negócios.


Sede da FIA Unidade Butantã
Sobre a FIA

Eleita três vezes, desde 2004, como a melhor Escola de Negócios do Brasil, a FIA é um dos mais conceituados e respeitados centros educacionais do País – possui 34 anos de atuação no setor. É uma Instituição de Ensino Superior (IES), tem registro no MEC (Ministério da Educação) em âmbito nacional e internacionalmente pela AMBA (Association of MBAs). Figura nos rankings do Financial Times, Executive MBA e/ou Educação Executiva desde 2004. Desde 2011 tem sido premiada pela Revista European CEO como a escola mais inovadora na América do Sul.

Atua em três frentes: ensino, pesquisa e consultoria – o que a capacita para desenvolver estudos e prestar serviços nos mais variados campos de especialização da Administração.



Artigo redigido por Prof. James T. C. Wright
Diretor do Programa de Estudos do Futuro

Wednesday, July 13, 2011

Depoimento viagem à China 2011: Wagner Porcelli

O que mais impressiona na China são as proporções gigantescas de tudo que seja infraestrutura, aeroportos, avenidas ou edifícios. Tudo parece estar em construção ou recém construído. Há uma certa similaridade com o Brasil, como a improvisação e um certo laissez faire por parte dos Chineses. Uma certa resignação em trabalhar muito e se divertir pouco. Muitos problemas são similares aos nossos, embora a escala seja desproporcional. Nota-se a pobreza "varrida para baixo do tapete" nas grandes cidades.

O Chines, de maneira geral não parece um povo feliz mas, resignado e ao mesmo tempo grato com a chance de finalmente ter acesso a alguma liberdade, seja ela um "google parcial" ou a chance de abordar um ocidental na rua e discorrer livremente sobre o que está acontecendo no país.


A imagem da foto não deixa de ser antagonica ao depoimento mas, mostra a China do futuro, com um potencial enorme de uma geração nova que deve fazer a diferença e conquistar de vez o mundo.

Wagner Porcelli, aluno do MBA Executivo Internacional

Tuesday, July 12, 2011

CHINA 2011: PERCEPÇÕES E OPORTUNIDADES



A simples interação com um povo que em menos de 60 anos viu morrer milhões de compatriotas de fome, que não tem escola nem saúde grátis, que não possui um sistema previdenciário que permita alguma independência dos idosos em relação a família e ainda assim, nesta década, é capaz de refazer-se e retomar uma história de grandeza através de uma jornada diária de dez horas ou mais, sem a quantidade de dias de descanso – ou a balada - a que estamos acostumados no Brasil.

Para exemplificar um resultado isso, lembro um jovem amigo brasileiro que mora em Guangzhou, os jovens chineses são iguais aos brasileiros e aspiram as mesmas coisas, mas com uma diferença: os brasileiros querem realizar os sonhos sem perder conforto, balada e outras vantagens que a sociedade lhe propicia enquanto o jovem chinês trabalha 10 horas para dia durante 7 dias da semana, contente, para construir o mesmo!

Os chineses que conhecemos, e convivemos, são um povo disciplinado, focado, capaz de viabilizar o que está sendo catalogado pelos estudiosos como as novas tendências nos mercados: a customização, com afastamento contínuo da produção em massa. que passou por agruras da natureza e por domínios estrangeiros ao longo de sua história recente e que,depois de tudo, trabalhar com tenacidade para alcançar suas metas já se constituiria em uma experiência agregadora.

Mas a experiência propiciada pela FIA, através do Prof. James e sua equipe, deu oportunidade e muito mais do que isso, especialmente em comparações que se pode fazer com o Brasil. Se não, vejamos: Como ainda estamos festejando os resultados dessa década para o Brasil, 2010, como uma das melhores de nossa história, a experiência vivida vai estimular algumas reflexões para revermos nossas posturas e métodos de auto avaliação. Essa década foi uma das mais favoráveis a economia
mundial, especialmente a um conjunto de países catalogados como BRICs, depois transformados em BRICS. Pois bem, a China foi a que mais usufruiu dessa fase, a que mais cresceu, enquanto o Brasil não conseguiu crescer a metade do que ela e ainda ficou muito abaixo do penúltimo colocado.

Isto nos permite afirmar que, para o Brasil, foi outra década perdida, como a de 1980, pois além desse dado, foi a economia que mais perdeu competitividade/produtividade entre todos os países que compõe esse grupo. E devemos lembrar ainda que o contexto mundial, durante os anos 1980, não foram boa referência para a historia econômica mundial!

A habilidade do povo chinês fica evidente em coisas simples e grandes. Nas simples, esculpindo nossas fisionomias em feiras ou ateliês, ou construindo-as a partir de fotografias, por presença ou encomenda de todo o mundo. Ou dois chinezinhos chegam ao seu Hotel à noite para anotar suas medidas e no dia seguinte trazem ternos, blazers ou camisas para você e sua esposa experimentarem, retocarem e a noite desse dia entregarem guarda roupa novo!

Em Xian pode-se conhecer milhares de estátuas construídas por milhares de chinezinhos há muitos séculos, que foram redescobertas nos anos 1970, que se diferenciam de monumentos semelhantes - no mundo - por não repetirem um só rosto entre essas dezenas de milhares de estátuas. Essa capacidade deles produzirem peças, e réplicas, dificilmente encontrarão similaridade em outras culturas.

Costumamos valorizar o chamado jeitinho brasileiro - ou latino porque aparece em países como Cuba, Paraguai e outros – mas não observamos que em geral ele está a serviço da manutenção do statu quo, como conservação de um velho carro, a simplificação de um processo que leva apenas a sobrevivência, ou se não, pior: em benefício próprio.

Voltei com a convicção de que o melhor que temos a fazer é tentar, com eles, aprender novas formas de tratar o conceito de direito autoral porque a questão da chamada pirataria chinesa não parece ser apenas uma questão jurídico-econômica, devidamente sustentada pelo maior mercado de produtos pirateados do mundo: os EEUU.

Por outro lado, nosso sistema de previdência social – ocidental - baseado no modelo bismarkiano, lá não existe por isso não necessitarão de reformas radicais como as que estão sendo implementadas na Europa e que estamos postergando. Na China também não irá funcionar a base da cálculo atuarial que usamos porque eles tem um índice de natalidade negativo. Certamente criarão outro e o melhor que podemos fazer é estar atento para aprender.

Outra diferença que registramos se refere ao modelo de socialismo. No Brasil socialismo é sinônimo de paternalismo, mantido por um infantilismo coletivo onde o estado-pai é responsável até pela felicidade do cidadão! O modelo de socialismo deles implica em trabalharem 10 ou mais horas por dia durante os 7 dias da semana. Certamente estão reinventando a economia de mercado e o melhor que podemos fazer é estar atento para aprender.

Já o discurso deles inclui preocupações com o meio ambiente e certamente, daqui a 20 ou 30 anos eles sofrerão pressões internas e externas para gerar alternativas a todos esses conjuntos de 10 ou mais torres de apartamentos de mais de 30 andares cada que tenderão a se transformar em cortiços por falta de recursos de seus integrantes – envelhecidos – devido aos custos de manutenção que serão necessários.

Uma questão a destacar e que tem influência na área de negócios é a forma de estabelecerem os vínculos. Certamente o desenvolvimento cultural, o tempo e as tecnologias produzirão menos controle sobre a população mas esse traço, de fortalecer relações, é algo que está na cultura e não mudará em menos de um século. E precisamos lembrar que diante de culturas assim não se improvisa!

Outro fato que destaco é que nossa estada coincidiu com as comemorações dos 90 anos do Partido Comunista, no dia 3.7.2011.Pelo que vimos fica claro que do comunismo, como aprendemos no Brasil, eles tem apenas a estrutura de um regime que pode planejar muito bem as áreas básicas porque controla os fluxos de pessoas com relativa facilidade, dado o modelo implantado de fornecimento de identidade – que lá é municipal - versus assistência médica e educação.

Na Tonji University nos apresentaram com clareza os objetivos para 15 e 20 anos: apenas 90% da população nas cidades, atuando – preferentemente – em indústrias de alto valor agregado, altas tecnologias (especialmente biotecnologia)e serviços. Pouco vai restar, portando do símbolo foice e martelo.

O pragmatismo deles, em favor do coletivo, apresenta o caminho inverso do que ainda tentam movimentos latino americanos, tipo MST, Hugo Chaves etc. com custos que inviabilizam qualquer estado no longo prazo.

Também devemos ter presente que eles tem um sentido muito aguçado de hierarquia, sendo difícil imaginar uma psicologia ocidental, individualista e social, onde o estado fica com o ônus e os indivíduos com o bônus é diferente da de lá, onde se exige que o bônus seja social (grupo), ficando o ônus do individual.

Mas saímos com a dúvida sobre como eles poderiam interagir dentro de um regime que não seja fechado. A rigor, dentro de seu processo histórico só viveram assim, mas certamente inventarão algo coerente com sua estrutura neuro psicológica para a próxima fase histórica, novamente como líderes em economia que é um de seus principais objetivos.

Até agora o governo vem usando a poupança forçada da população, ao não assumir o ônus
tradicionalmente de governos ocidentais, em termos de saúde, educação etc. Eles evidenciam preocupação com isso devido ao distanciamento progressivo entre ricos e pobres, mas o que vão inventar para não repetirem os erros do modelo ocidental já em agonia na Europa?

Exceto na alta burguesia, que é igualmente pasteurizada em qualquer lugar do mundo, eles ainda não absorveram o conceito de grife como temos. A referencia da família e o estágio atual de migração campo-cidade (que a revolução cultural tentou inverter) exigem outro conceito quando se estiver falando a respeito de brand.

Acredito que eles serão criativos e encontrarão meios diferentes de nosso processo histórico evolutivo. Até porque, se não o fizerem, correrão o risco de se transformar em um novo Japão, que vive em recessão porque perdeu a competitividade, mas eles parecem sempre querer aprender com os erros dos outros.

Neste momento, eles nos oferecem cerca de 42 milhões de chineses ricos enquanto nós
disponibilizamos cerca de 5,8 milhões de brasileiros nessa condição. Eles estão colocando no mercado 300 milhões de nova classe C, enquanto nós estamos disponibilizando cerca de 30 milhões. Coloco então as questões que me estão desafiando:Qual os espaços de nossas marcas, justamente em segmentos onde ainda não competimos (Armanis, Bulgaris, Ermenegildos, etc.) e que ainda não estão ocupados?

Nesse contexto, o que mais ocupa a mente dos Empresários brasileiros? Parece que para muitos seriam os custos dos salários, que para mim não representam a principal variável no processo de competitividade deles, mas quanto tempo essa variável poderá ser usada? E os mercados que os chineses desenvolverão, no âmbito dos mercados de sua nova influência política, que oportunidades vão criar?

Continuaremos apostando em que eles vão necessitar, cada vez mais, de matérias primas e alimentos de que somos bons produtores ou vamos escutá-los para saber o que precisarão, já que disso eles já estão providenciando novas fontes de matérias primas e alimentos na África?

Como povo, nós temos a grande vantagem de não estarmos na lista negra deles nem de termos desavenças históricas. Dentro do BRICS só nós e a África do Sul dispomos dessa condição. É um bom começo, mas certamente não bastará porque eles privilegiam, sempre, as relações estáveis, históricas. Conseguiremos algo improvisando e dando um jeito em cima da hora?

Onde estarão nossas Empresas, no contexto mundial, se continuarmos priorizando a identificação de nichos, entre os chineses, de fornecimento de produtos com baixo preço para garantir lucros (apenas) para o ano que vem?

Voltei pensando nisso e em muito mais. Pensando na minha postura em favorecer um pensamento de curto alcance, quase como se estivéssemos andando orientados pelo próprio umbigo!

Meus agradecimentos aos colegas pela agradável convivência e oportunidade de aprendizagem sobre objetivos de uma nova geração. Ao James e Equipe o reconhecimento pelo trabalho em favor do Brasil.

Getúlio Ponce é Ex-Aluno do MBA Executivo da FIA e Sócio Diretor da Ponce & Associados e do Consórcio Empresarial Tekowam, com atuação nas principais capitais brasileiras, Assunção, Buenos Aires, Montevidéo e Santiago.
www.tekowam.com

Thursday, July 7, 2011

Depoimento viagem internacional à China: Marcos Awad




Uma viagem inesquecível.

O contato direto com a realidade local, com os profissionais e empresários dá uma idéia precisa do que é de fato a China.

Parabéns também pela perfeita organização.

Marcos Awad, T39
MBA Executivo Internacional

Depoimento viagem internacional à China: Rogério Miranda



A viagem à China foi um misto de aprendizado do modo chinês de fazer negócios, verificação "in loco" de como está ocorrendo a acelerada inserção daquele país na economia de mercado e um mergulho na cultura e civilização milenar do império do meio.

Sem dúvida alguma as palestras nas universidades e as visitas às empresas, tanto públicas como privadas, e em diferentes estágios de automação, contribuíram sobremaneira para o entendimento desse intrincado mosaico vermelho e dourado de tradição e modernidade.

Rogério Henrique Miranda
MBA Executivo Internacional Turma 39

Depoimento viagem internacional à China: Eduardo Monteiro


A capacidade de execução, disciplina e empreenderismo do povo chinês estão fomentando a construção de um pais com economia vibrante, moderna e cosmopolita. Nossa visita foi importante para entender como esta sendo desenhada a maior economia do planeta no seculo XXI.

Eduardo Monteiro, Turma 38 do MBA Executivo Internacional

Monday, July 12, 2010

Trip to China 2010


Read in Portuguese


The impact of the modern burying the past reaches with force when the magnetic levitation train reaches a cruising speed of 300 km per hour, well below the maximum normal 410 km per hour. The trip from the international airport to Pudong, the brand new business centre in Shanghai, is made on eight minutes, smooth and silently. Alongside the elevated train tracks, bulldozers and cranes build new structures with similar speed; from one year to another, new avenues, impressive buildings and new consumption habits appear.

In this 2010 study tour, we visited and met with managers from eight different companies; a history of growth of 33% per annum is normal, and the managers goals for growth are often nearer 40% per year. In this context the challenge is to build new factories, hire, train and retain the workforce, as well as develop local managerial talents, a task that is not trivial. To face the inevitable local imitators, companies must innovate to be always one step ahead in technology products and processes. Brazilian and other international companies operating in local B2B markets indicate that it is essential to focus on the high end of the markets and always bring up-to-date products; this pressurehas forced these companies begin to do research and development in China, and in some cases, push products developed specifically for the local market, sometimes surpassing the requirements of the Brazilian markets, as in the case of high end refrigerator motors, which must be quieter tha US or Brazilian models, due to the small size of chinese apartments, where living rooms often serve also for sleeping.

This perspective on innovation is explained by the size and dynamics of the Chinese market; for example, the World Expo 2010 in Shanghai expects 70 million visitors over six months; just tickets sales are forecast at 1.8 billion dollars. On a sunny day in June, nearly half a million people were there visiting exhibits of companies, trade associations and countries, including the football friendly and green Brazilian stand. The Chinese exhibits, all grandiose and futuristic, portray the concern with urban growth, energy, transport and sustainability of a society that is still 60% rural, where the urbanization pressure is huge, due to the 130 million migrant workers coming to the cities every year to work.

These migrant workers, who do not have the right to permanent residence or citizenship in the rich urban metropolis of the Eastern seaboard, provide the labor for the factories that churn out all the products that the West imports from China . These workers remain registered as citizens of their hometowns, where they return to annually in the New Year, and where they will eventually set up a family and reside after saving up the wages earned in the large factories of Shenzhen, Guangzhou, Shanghai, Suzhou, and Beijing, among other mega cities. But the people visiting World Expo 2010 are not the poor peasants observing the wonders of the Western world; they are the new Chinese consumers, with shopping bags in hand, composed of couples, almost always with one child and grandparents visiting, eating, consuming and displaying their confidence in China's future.

Our timing was special for other reasons; all the lectures in universities and industry emphasized that the Government faces new pressures and challenges that arise at every moment. On the very day our group arrived, the Chinese Government announced that the yuan would finally be allowed to, a measure requested with insistence by Western Governments and that brings a little more balance to the terms of trade, requiring more effort from the Chinese exporters and improving the competitiveness of products from the West. But the main news during our stay was the emergence (and permission of it’s disclosure) of a sequence of suicides of workers in the huge Foxcomm factories. These suicides are the result disillusion of the younger generation of migrant workers with their not-so-low wages and lack of future prospects. As a result, there were many labor strikes, followed by significant increases in wages across the coastal region. Increases of up to 62% were granted in Honda and Toyota, and average annual wage increases around 18% were common in the companies that we visited.

In well structured Chinese companies like Foxcomm, living conditions are reasonable, in spite of the intense work with up to six 12-hour days per week. Foxcomm has a factory with 500 thousand employees, and offer good dormitories for the workers, cinemas, a library, health care, fitness gyms, internet, etc. in a closed community – which is now being reconsidered. Formally employed workers in China have mandatory health insurance and social security, but some university speakers pointed out that less than 20% of the country's manufacturing jobs do in fact comply with these worker rights.

Another impact that amazes travellers is evidently the low prices of goods and services in the internal market; you can have a local meal, (in terms of comfort and general hygiene not very great for us Westerners) for less than a dollar. Markets trading local products impresses with ability to offer such low prices. Part of this is explained by the capital structure of Chinese companies, by the low price of inputs, and by the enormous competition in the offering of products. So companies with a state supported source of capital has primarily employment and sales turnover goals, not return on capital employed. The capital cost is low, and in some moments has a negative real cost, reducing the pressures for efficiency in logistics through the value chain, and essentially eliminates the cost of capital in Chinese price formation, as well as having fiscal incentives to export.

In the domestic Chinese market, there is an enormous competition, for with low cost of capital and little concern with intellectual property rights, there are few barriers to entry, fierce competition follows. In sectors such as refrigerators, we have 4 manufacturers in Brazil, and more than 250 in China, about 10 automobile manufacturers in Brazil, and 84 in China, and so forth. This voluptuous offer effectively force prices down, generating enormous competition among Chinese manufacturers.

Finally, one cannot fail to be impressed by China’s ability in articulating public and private sectors to offer an attractive business support infrastructure. Industrial parks offer plots with access by highways, railroads, ports and bonded warehouses; industrial installations, spaces for construction of housing for migrant workers, unions that are willing to cooperate with employers and centralized city offices, where one stop relationship with government is offered; a company with investment up to 100 million dollars is promised that all your licenses for operation can be cleared within 30 days.

There is updated legislation on environmental pollution, even if put into practice primarily in regards to the new foreign investments, tolerating in many cases the existing emissions of Chinese projects. Power generation is a challenge, because 75% of energy comes from coal, which will continue to be a major source for many decades. Although investments in hydroelectric plants are much larger than those of Brazil, and nuclear power and wind energy are fast growing sources, the fact is that coal, extracted in precarious and deadly Chinese mines will be the major driver of energy growth in China for many years yet.

The challenges are many; the cities grow at breakneck pace, wages rise, young people want more comfort and better prospects than previous generations, and the pressure on income inequalities and human rights spread across the country. But all those that get to know China, experience its growth and entrepreneurial force find that the center of world economic growth will gravitate towards Asia over the coming decades, and businesses and markets of China will have an increasingly important role in global business.

Monday, August 25, 2008

Lessons from the 2008 Olympic Games

China has used the Olympics as a “coming out party”. Like a young teenager in the modern world scene, China was excited and expectant; it planned and prepared itself meticulously, and held a wonderful party, in the opening and the closing ceremonies, as well as in its sporting performance.

Of course China still has huge inequalities, as well as limited freedom of information, self-expression and political choice. However, it is quite clear that the vast majority of the Chinese people are supportive of this huge collective effort to modernize and achieve a better standard of living, and a leadership position in the world. At least in the number of medals won they have clearly shown that in Olympic sports they have achieved a place among the world leaders!

Should Brazil emulate this investment in sports? Does that make sense in economic, political and social terms? Obviously not, if one measures success by the number of gold medals won. Would anything change if Brazil, instead of a meager 15 medals, including 3 gold, had won 20 gold medals instead? The immediate and simplistic answer seems to be clearly “no”.

However, if sports in general were truly valued, our companies, government and society would invest a lot more in sport preparation of our young generations. We would have thousands, perhaps millions of aspiring athletes; 4 to 6 hours of school would be complemented by 2-3 hours of sports activities every day; our young people would have less time for drugs, crimes and for foolish pastimes; the would learn more about values and like persistence, determination, practice, and constant improvement. They would learn more about individual and group work, and they would learn respect, competence and to be competitive. They would learn to win with grace and to lose honorably.

With a strong sports culture, we would prepare more and better leaders and team players; we would have a healthier, more active population (with fewer smokers!), and our country would be more recognized internationally and project a positive aspect of its culture and people.

It is very clear that once we go beyond a simplistic cost analysis which compares only the cost of a stadium with the value of tickets sold, we will realize that developing a strong sports culture together with education can be a fundamental force to forge a better society.

Congratulations to China on their Olympic effort!

James Wright
Director, FIA Business School

Lições dos Jogos Olímpicos de 2008

A China fez uso das Olimpíadas como uma festa de debutante. Tal como uma jovem adolescente no moderno cenário mundial, a população chinesa estava ansiosa e cheia de expectativas; planejou, preparou meticulosamente e realizou uma maravilhosa festa nas cerimônias de abertura e encerramento, assim como executou com afinco sua performance desportiva.

Claro que a China convive com enormes desigualdades, bem como um limitado acesso à informação e pouquíssima liberdade de expressão e escolha política. No entanto, é bastante claro que a grande maioria do povo chinês em geral apóia este enorme esforço coletivo de modernização, visando atingir um melhor nível de vida para sua população, bem como uma posição de liderança no mundo. O número de medalhas alcançadas mostra claramente que, pelo menos no esporte olímpico, eles têm conseguido um lugar entre os líderes mundiais!

Uma pergunta que vale ouro; o Brasil deveria imitar esse investimento no esporte? Será que tal investimento faz sentido em termos econômicos, políticos e sociais? É evidente que não, se for um sucesso medido pelo número de medalhas de ouro conquistadas. Mudaria alguma coisa se o Brasil, em vez de escassas 15 medalhas ( 3 de ouro), houvesse alcançado 20 medalhas de ouro? Á primeira vista, a resposta simplista é um sonoro “não”.

Mas imagine por um instante se esportes em geral, fossem verdadeiramente valorizados. As nossas empresas, o Governo e a sociedade investiriam muito mais na preparação esportiva de nossos jovens. Teríamos então milhares, não, milhões de jovens aspirantes a atletas olímpicos; as 4 a 6 horas diárias de estudo seriam complementada por 2 a 3 horas de atividades esportivas todos os dias, e os nossos jovens teriam menos tempo para drogas, criminalidade e para a passatempos tolos; aprenderiam de maneira prática sobre valores como a persistência, a determinação, e a importância de treinar e da melhoria constante. Iriam aprender sobre trabalho em grupo e responsabilidades individuais, e iriam aprender a respeitar a competência a serem mais competitivos. Aprenderiam a vencer com elegância e a perder lutando de forma honrada. Com uma forte cultura desportiva, prepararíamos mais e melhores líderes e melhores equipes; teríamos uma população mais ativa e saudável (com menos fumantes!), e nosso país seria mais reconhecido internacionalmente e projetaríamos uma nova e positiva imagem de um aspecto adicional da cultura e das pessoas do nosso País.

É portanto muito claro, que uma vez que formos além de uma simples análise de custo benefício que analisa apenas o custo um estádio versus o valor dos ingressos vendidos, vamos perceber que o desenvolvimento de uma forte cultura desportiva juntamente com a educação pode ser uma força fundamental para estabelecer uma sociedade melhor.

Parabéns à China pela sua festa olímpica!

James Wright
Diretor, FIA Escola de Negócios