Wednesday, August 27, 2014

China 2014: Gigante amadurece e mostra sua força

A 10ª viagem anual do MBA Executivo Internacional à China permitiu constatar um amadurecimento do ambiente de governo e negócios. O governo entende que haverá uma redução da taxa de crescimento para “míseros” 7% ao ano, e se preocupa em manter um nível adequado de emprego, em especial considerando os 120 milhões de trabalhadores “migrantes”, cidadãos de cidades do interior e zonas rurais que trabalham o ano todo nas grandes fábricas exportadoras, voltando no ano novo chinês para suas cidades de origem.

O governo procura orientar o investimento em infraestrutura e produção para o interior menos desenvolvido e mais pobre, assim como procura estimular o consumo interno, sempre uma tarefa difícil em países com pouco suporte de sistemas previdenciários para a população. Por sua vez, as empresas chinesas se queixam cada vez mais de elevação de salários e encargos sociais, restrições ambientais e valorização do Renminbi (a moeda do povo), reduzindo sua competitividade nos mercados externos.

Com a orientação para o consumo e  interior, vislumbramos que existirão oportunidades para as empresas e produtos brasileiros no vasto e competitivo mercado interno da China.
Em contrapartida, o governo chinês está também estimulando a internacionalização crescente das empresas chinesas, tanto estatais como privadas, para investirem no exterior; no último encontro do Conselho Empresarial Brasil-China, do qual participei, mais de 200 empresários chineses estavam presentes na busca de oportunidades.

Enfim, grandes oportunidades se abrem, os desafios são crescentes, e as vantagens virão a quem enxergar longe, se preparar bem e buscar o conhecimento adequado.


James Wright


 









Monday, July 21, 2014

Dois dias de China no Brasil

Dias 16 e 17 de Julho de 2014 uma delegação de mais de 200 empresários e executivos chineses, que acompanharam a visita de Estado do Presidente Xi Jinping ao Brasil, discutiram com representantes do CEBC – Conselho Empresarial Brasil China, as oportunidades de negócios entre os dois países.

As discussões foram muito além da exportação de commodities e a importação de manufaturados; foram abordados investimentos chineses em indústrias, infraestrutura e serviços, assim como as oportunidades para o Brasil adicional valor às suas exportações. Esta possibilidade se descortina para as empresas brasileiras na medida em que a China passa a priorizar a “ida para fora” de suas empresas, e estimula o consumo interno, visando a tornar-se menos dependentes de exportações e investimentos em infraestrutura local para compor seu PIB. Este evento teve um caráter comemorativo dos 40 anos de relações diplomáticas restabelecidas entre Brasil e China, e dez anos de existência do CEBC.

Este ano marca também o 10º ano de atividades de viagens de estudo do MBA Executivo Internacional da FIA à China, destacando o caráter pioneiro dos cursos do Profuturo e mostrando-nos que nosso  nível de conhecimento e experiência sobre a China se equipara ao das entidades dedicadas exclusivamente a este tema. Na nossa próxima viagem de estudos, a iniciar-se em 25 de Julho, nossos participantes terão a oportunidade de explorar, aprofundar estudos e viver a experiência de conhecer este fascinante país e seu povo.


Texto e foto por: Prof. Dr. James Wright

Wednesday, June 18, 2014

A Copa do Mundo, a estatística e a previsão

Baseada em estatísticas, a Goldman-Sachs previu que o Brasil ganharia o hexa; baseado na falta de uso de estatísticas, o Sr Vitormi Raguz, um banqueiro, prevê que o Brasil vai perder a Copa do Futebol. Quem está certo?


A explicação da Goldman Sachs para suas previsão é bastante estruturada:
“The predictions for each match are based on a regression analysis that uses the entire history of mandatory international football matches—i.e., no friendlies—since 1960. This gives us about 14,000 observations to estimate the coefficients of our model. The dependent variable in the regression analysis is the number of goals scored by each side in each match. Following the literature on modelling football matches, we assume that the number of goals scored by a particular side in a particular match follows a Poisson distribution.”[1]

Em artigo mais recente[2] no mesmo Wall Street Jornal, o Sr.Raguz, que além de banqueiro é tecnico de futebol registrado nos EUA, argumenta que os técnicos brasileiros estão ultrapassados, não usam dados estatísticos, não criam novas táticas de jogo e consequentemente, perante as equipes cientificamente estruturadas da Europa, o Brasil provavelmente terá um desempenho aquém daquele esperado com base no seu desempenho histórico.

Segundo o Sr. Ragus, nossos "técnicos” são quase todos ex jogadores, formados essencialmente na prática, sem conhecimento de métodos estatísticos ou de abordagens cientificas para a tomada de decisão. Eles não sabem que o melhor momento para fazer uma substituição é aos 58, 73, ou aos 79 minutos de um jogo, nem que escanteios alçados sobre a área tem apenas uma chance em cinquenta de resultar num gol, ao passo que uma bola rasteira trabalhada em passes curtos nas cercanias da grande área tem três vezes mais probabilidade de gerar um chute em gol. Não criaram novas formas de se defender, como por exemplo, trocar passes curtos no ataque, limitando as chances do adversário interceptar abola e armar um contra ataque. Por estas e outras, o provável ganhador será mais uma vez um time Europeu.

Sabemos que fazer previsões de eventos esportivos sempre é difícil; as estatísticas do futebol sugerem que é um dos esportes em equipe mais difíceis de prever, pois em geral, o favorito ganha só 50% das disputas entre dois times; metade dos resultados são empates ou “zebras”.  Neste caso, nós do PROFUTURO-FIA preferíamos fazer cenários alternativos, explorando as possibilidades e as consequências econômicas, sociais e políticas de cada cenário. 

Resta saber se a habilidade com a bola nos pés e a criatividade, somadas à mesma capacidade de improvisação que nos fez perder de antemão a copa da organização da infraestrutura, nos salvará de um vexame na copa da bola rolando. Vamos torcer e aprender! Vai Brasil!


James Wright, Diretor Geral - Profuturo-FIA




[1] Fonte : The Wall Street Journal, 28/05/2104 ,  http://blogs.wsj.com/moneybeat/2014/05/28/goldman-sachs-predicts-the-world-cup-winner/    acessado em 18/06/2014


Wednesday, April 30, 2014

Formatura do Americas MBA – Cohort 2, em Nashville – EUA


No dia 12/abril comemoramos a formatura do grupo Americas MBA – Cohort 2, em Nashville - TN, EUA.

A formatura ocorreu no hotel histórico The Hermitage, com a participação de 38 alunos do Brasil, EUA, Canadá e México. Os 12 alunos brasileiros concluíram o curso com sucesso e destaque na proposição de projetos de “Venture Capital” e com a apresentação dos resultados finais dos projetos de consultoria realizados ao longo do curso, com equipes multiculturais compostas por alunos dos diferentes países.

Participaram da Cerimônia de Formatura os representantes das escolas parceiras, tendo a profa. Renata Spers, Vice-Coordenadora do Programa Americas MBA, representado a FIA. Também participaram M. Eric Johnson, da Vanderbilt Owen Graduate School of Management, Gabriela Alvarado do Instituto Tecnologico Autonomo de Mexico e Jan Simon da Beedie School of Business, Simon Fraser University.

Também participaram da Cerimônia os professores Coordenadores dos Projetos de Consultoria desenvolvidos ao longo do curso, representantes das escolas parceiras, com a participação do Prof. Dirk Thomaz da FIA.

Parabéns e sucesso aos alunos do Americas MBA – Cohort 2!




Wednesday, April 23, 2014

20 Anos de Liderança

Neste final de março, comemoramos os vinte anos desde a formatura da turma pioneira do MBA Executivo Internacional da FIA. Foi uma noite de reencontros, comemorações e de discussão sobre a liderança sustentável para os próximos 20 anos.

Ao organizar a festa, o Profuturo-FIA convidou Sra. Sarah Parkin , Diretoria do Fórum for the Future, de Londres, a contribuir com sua visão de liderança sustentável, não só reduzindo  o impacto de suas empresas no ambiente e na sociedade, mas sim orientando-as para construírem modelos de negócios que contribuam efetivamente para a sustentabilidade do nosso planeta.  Seu livro, o divergente positivo, foi distribuido gratuitamente aos participantes, juntamente com o livro comemorativo dos 20 anos do MBA preparado pela equipe do Profuturo- fia , e a jornalista Maria Tereza Gomes.

Foram muitas as comemorações e os reencontros. O nosso livro retrata uma linha do tempo, falando e trazendo imagens do Brasil, do mundo e do nosso MBA ao longo de 20 anos. A maioria dos personagens la estavam em pessoa, alunos desde a 1ª turma do cursos, professores e conselheiros, dando vida aos inúmeros avanços, causos e depoimentos retratados no livro.

Em termos de emoção, foi dura a disputa entre as homenagens aos alunos atuais do  MBA Executivo, do Internacional MBA part time e full time, e do Américas MBA,  que se formaram em 2013/2014, e aos 20 alunos e alunas eleitos pelos seus colegas para representarem cada um um dos anos de existência do curso.


No final de uma noite de gala, uma grande confraternização entre as múltiplas gerações de executivos presentes, e muita expectativa para a evolução futura desta nossa escola de lideres para o Brasil.





 








Tuesday, April 22, 2014

Para que mesmo servirá a Copa?

Em Cambridge, a pergunta era  “qual o objetivo do Brasil ao hospedar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016?”. No venerável King’s College, em Cambridge, fundado em 1441 por Henrique VI,  os participantes do MBA Executivo Internacional discutiram esta questão com o Professor Greg Clark, um dos maiores especialistas mundiais sobre estratégias de desenvolvimento urbano. Com base em suas pesquisas sobre o o legado de grandes eventos globais em diferentes cidades, o Professor mostrou que seria fundamental ter clareza sobre os objetivos almejados ao se empreender iniciativa como a Copa do Mundo.
Será que o objetivo do Brasil é apenas ganhar a Copa ? Será mostrar ao mundo que este é um pais enorme, multicultural, diverso e criativo, que está habilitado a executar com sucesso grandes obras e eventos, com qualidade e de maneira responsável? Mostrar que é uma sociedade mais igualitária, mais justa e moderna, que vem reduzindo seus tradicionais  desequilíbrios sociais e econômicos?
Se apenas repetirmos nossa tradição de bom futebol e cordialidade, não teremos mostrado nada de novo ao mundo que nos olhará esperançoso mas descrente, e teremos perdido uma grande oportunidade de reafirmar nossa posição  no rol nas nações sérias e adultas. A experiência de Londres e de outras sedes de grandes eventos, nas quais também ocorreram excessos de gastos e orçamentos estourados, mostra que os benefícios destes grandes eventos, se previamente planejados e cultivados, podem ter reflexos por muitos anos e décadas.
A conclusão dos debates foi no entanto que nesta Copa, já perdemos grande parte do jogo; quem sabe poderemos aproveitar melhor a Olimpíada de 2016, e lutarmos para melhor fixar a marca Brasil nos corações e mentes do mundo, deixando um legado de obras úteis e de perspectivas de parcerias internacionais duradouras.
Na jornada de 2014 do MBA Executivo Internacional em Cambridge, temas como o legado dos grandes eventos mundiais , a crise do Euro, Branding Estratégico, Inovação e Mergers e Aquisitions foram temas de aulas e casos. Participe desta discussão e aguardem os próximos blogs.

James Wright

Vejam algumas fotos da viagem à Europa (Cambridge & Lyon):














Wednesday, February 26, 2014

Viagem de Estudos - Índia 2014


Incrível, fantástica, surpreendente, perturbadora, impressionante, contrastes profundos. Estas foram algumas das palavras e expressões que ouvi nas nossas conversas ao longo da viagem de estudos do MBA Executivo Internacional para a Índia, neste fevereiro de 2014. Concordo com todas elas, e acrescento a minha síntese pessoal: densa. Tudo na Índia me pareceu ter densidade imensurável. As muitas invasões, conquistas, e o comércio intenso por milênios forjaram um país com uma pluralidade que é evidente já num primeiro contato, mas em que esta característica fica ainda mais complexa quando se ultrapassa a primeira camada de impressões, e se vai descobrindo a história por traz de tudo. E tudo na Índia significa muito mesmo.

Das surpreendentes semelhanças com o Brasil do momento macroeconômico e político (crescimento em queda acentuada, hoje, menos da metade do que crescia poucos anos atrás, quando aproveitou o bom momento global para ampliar seu PIB de forma expressiva; que esta falta de crescimento traz sérias dúvidas ao mercado internacional, que nos classifica entre os “Fragile Five” das economias emergentes; que saiu de economia fechada para uma abertura ao comércio internacional no início dos anos 90; que tem problemas sérios de corrupção nas áreas pública e privada, e nas relações entre elas). Estas semelhanças quase chocam, se consideramos serem países com histórias quase opostas; um antigo, outro novo; um colonizado predominantemente por ingleses, outro por portugueses.

Mas também nas diferenças profundas na microeconomia e no tecido social (o papel particular da mulher na economia e na sociedade, os múltiplos idiomas e a religiões, as famílias estendidas, o grande contingente de pessoas vivendo do meio rural, os paladares e o senso estético tão particulares), faz também ser curioso constatar como podem ser tão distintos países com situações macroeconômicas tão semelhantes.

Como administradores e gestores, nosso papel é o de entender as lições do lado macro, mas saber traduzir o lado micro em produtos e serviços úteis e desejados em cada mercado. E esta viagem de estudos proporcionou uma oportunidade excepcional para entendermos melhor como isso se dá. De acordo com o que me disseram dois dos nossos mais experientes alunos no grupo, “esta viagem mudou completamente a minha cabeça em relação à Índia; mas também a minha visão do mundo”. Quem poderia esperar mais de uma viagem de estudos?

Por Prof. Leandro Fraga, Pesquisador e Consultor do Profuturo que acompanhou o grupo da viagem à Índia na viagem em Fev. de 2014 para Bangalore, New Delhi e Agra juntamente com o Professor James Wright, Coordenador dos Cursos MBA Executivo, International e Americas MBA e Diretor do Profuturo FIA.


“O Profuturo FIA tem a satisfação de ter proporcionado esta experiência internacional aos alunos dos seus cursos, e continuará a se esforçar para ampliar cada vez mais a visão global dos nossos Executivos e aproximar os povos das diferentes regiões do mundo.” – Prof. James Wright